Existem muitas provas
arqueológicas que afirmam que tatuagens foram feitas no
Egito entre 4000 e
2000 a.C. e também por nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e
Nova Zelândia(
maori),tatuavam-se em rituais ligados a religião.
[1] Os
Ainu, um povo indígena do norte do
Japão, tradicionalmente tinham tatuagens faciais, assim como os
austro-asiáticos. Hoje, pode-se encontrar em diversas etnias espalhadas pelo mundo o costume de se utilizar tatuagens faciais, entre estes povos tem se os
berberes do Norte da África, os
iorubas, os
fula e
hauçás da Nigéria e os Māori da Nova Zelândia.
[2][3]
Múmias tatuadas foram recuperadas de pelo menos 49 sítios arqueológicos, incluindo locais na
Groenlândia, no
Alasca, na
Sibéria, na
Mongólia, no oeste da
China, no
Egito, no
Sudão, nas
Filipinase nos
Andes.
[4] Estes incluem Amunet, Sacerdotisa da Deusa Hathor do antigo Egito (c. 2134-1991 aC), múltiplas múmias da Sibéria, incluindo a cultura Pazyryk da Rússia e de várias culturas em toda a América do Sul pré-colombiana.
[5] Em 2015, a reavaliação científica da idade das duas mais antigas múmias tatuadas conhecidas, identificou
Ötzi como o exemplo mais antigo atualmente conhecido. Este corpo, com 61 tatuagens, foi encontrado embutido em gelo glacial nos
Alpes, e datado de 3.250 aC

Os registros escritos em
grego sobre tatuagens datam de pelo menos o século V aC. Os antigos
gregos e
romanos usavam tatuagens para penalizar escravos, criminosos e prisioneiros de guerra. Embora conhecida por estes, a tatuagem decorativa era desprezada e a tatuagem religiosa continuou sendo utilizada quase que exclusivamente no Egito e na Síria após a anexação romana.
[7]:155. Porém mais tarde os romanos da
antiguidade tardia também passaram a ter o costume de tatuar soldados e fabricantes de armas, uma prática que continuou no século IX.
As tribos
germânicas,
celtas e outras tribos da Europa central e setentrional pré-cristã possuiam o costume de utilizar tatuagens, de acordo com registros sobreviventes, mas também pode ter sido tinta normal. Os
pictos da
Escócia podem ter sido tatuados com desenhos elaborados, inspirados na guerra, em preto ou azul escuro (ou, possivelmente, cobre para tons azuis).
Júlio Césardescreveu essas tatuagens no Livro V de sua obra
Guerras da Gália (54 aC). No entanto, estas podem ter sido marcas pintadas em vez de tatuagens.
[8]
Amade ibne Fadalane escreveu sobre o seu encontro com uma tribo escandinava da Rússia no início do século 10, descrevendo-os como tatuados de "unhas a pescoço" com "padrões de árvore azul escuro" e outras "figuras".
[9] No entanto, isso também pode tem sido pintado, uma vez que a palavra usada pode significar tatuagem e pintura.
Durante o processo gradual de cristianização na Europa, as tatuagens eram muitas vezes consideradas elementos remanescentes do
paganismo e geralmente proibidas legalmente. A
Igreja na
Idade Média baniu a tatuagem da
Europa (Em
787, ela foi proibida pelo
Papa), sendo considerada como uma prática demoníaca, comumente caracterizando-a como prática de vandalismo no próprio corpo, afirmando em sua doutrina como maneira de vilipendiar o templo do
Espirito Santo, o corpo, levando seus fiéis a uma forma verdadeiramente reta de louvor a Deus. Esta posição da Igreja nesta época veio a partir de uma interpretação do livro de
Levítico, um livro do
Antigo Testamento. De acordo com
Robert Graves em seu livro "The Greek Myths", a tatuagem era comum entre certos grupos religiosos no antigo mundo mediterrâneo, o que pode ter contribuído para a proibição da tatuagem entre os
judeus, como se pode-se ver no terceiro livro da
Torá, o Levítico.
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